Salvador

Prefeitura proíbe "DJ do Porto" de fazer arrastão na Barra

Escrito por Pesquisa Web em 05 de Janeiro de 2019
[Prefeitura proíbe

Dois dias depois que as imagens do "arrastão marítimo", comandado por DJ Maroca, no Porto da Barra, na quarta-feira (2), caíram nas graças do povo, a prefeitura de Salvador proibiu a utilização do 'caiaque elétrico' usado por Mário César, 62, o responsável pela festança.  

Em nota divulgada nessa sexta-feira (4), a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) afirmou que foi acionada pela 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barra), devido às "diversas irregularidades do evento e os problemas que vem causando". 

A Semop afirmou, ainda, que interviu na realização do arrastão porque o caiaque de Mário não tem licença para funcionar. "Vem causando brigas na praia, risco de afogamento, além da poluição sonora e vinha colocando em risco a segurança dos banhistas que frequentam a praia do Porto da Barra", concluiu a pasta. 

Em entrevista,  na quinta-feira (3), DJ Maroca afirmou que chegou a investir R$ 7 mil - R$ 5 mil no caiaque e R$1,5 mil nas caixas. Mário, que é aposentado, resolveu adaptar o equipamento e colocar uma caixa de som para fazer a alegria dos 'banhistas foliões' na Barra.  Ele havia programado o próximo arrastão para esta sexta-feira (4), quando saiu o impedimento da prefeitura. A reportagem tentou contato com DJ Maroca, mas não obteve retorno. 

O DJ Marocas não está fazendo sucesso somente na areia da praia da Barra. Ele também ganhou destaque no famoso muro grafitado com rostos de artistas baianos.  Ele está dividindo o muro com outros 19 artistas famosos com Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Lázaro Ramos.  Responsável pelo projeto, Anderson Grafite conta que o próprio DJ Maroca se ofereceu para virar personagem do muro. 

“Ele chegou em nós. Nós estávamos fazendo o mural e ele chegou, falou sobre o trabalho dele de ‘DJ aquático’. Achamos muito interessante e como ele se ofereceu para patrocinar parte do nosso trabalho, nós topamos e aconteceu. 

Ele virou um patrocinador de parte nosso trabalho, e depois eu acho o trabalho dele bem legal, até porque ele é um dos únicos. Pelo que vi ali ele é o único né. Durante os 20 dias que fiquei aí (na Bahia) eu não vi nada igual. O pessoal gosta bastante do trabalho dele e dança bastante. Na água mesmo rola o baile aquático”, conta Anderson.  Fonte: Correio*

Compartilhe!